Haikai de prorocedënça disconhescidä
Março 8, 2009
Era imune
Até ser alcançado
Por teu perfume
Haikais são estranhos, também pudera, coisa de japonês.
Mas o perfume, ah, era tão doce… O primeiro respiro e eu nunca esqueceria. No início era doce com textura aveludada, sabe, parecia um grande pedaço de queijo poroso
Depois ele enfraquece mas traz o lado mais agressive da coisa. Sintia que havia alguma coisa ali tão forte quanto o alcool, mas que está se disfarçando pra não sair e acabar com tudo.
Ela vai embora e a principio, leva tudo consigo, seu perfume, minha atenção.
Mas, horas depois quando menos se espera, o perfume ressurge da minha roupa e mãos. E como se ela quisesse ser lembrada, eu não consigo desviar a atenção das lembranças passadas.
O tal perfume atrai partículas de alegria e as transporta comigo, perdendo lentamente a intensidade inicial, e aproximando cada vez mais minhas roupas do meu nariz.
Perfume doce
Que não sinto mais
Queria-te de volta
– Eu
Qüeria TER usn 5 Anos a menos – comofas//
Março 8, 2009
Não me resta paciência.
Cronica 0.2
Me vi tentando fugir da realidade outra vez. Mas não como os fracos que fogem dos seus problemas, e sim como um “meio fraco” que apenas deixa-os em segundo plano. Fim de uma tarde quente, já estava escuro e a composição luminosa no céu era um retrato da minha mente. Via-se o céu parcialmente aberto e estrelado, e logo ao lado várias camadas de nuvens densas e cinzas, que se atritavam e provocavam um espetáculo luminoso digno de um show de heavy metal. Zeus estava furioso.
Minha cabeça estava assim, bagunçada. Transitava entre a calmaria de compartilhar meus desabafos com os amigos, e a explosão de nervos de ter o que desabafar. [...]
A energia elétrica acabou. Era possivelmente um premonitório de que a chuva estava a caminho. Olhara o céu e passara a mão no cabelo. Diversas vezes. Nervosos da situação de não ter pra onde ir, caminhamos até que um velho senhor nos avisa que aquilo não era sinal de chuva.
Eu já desejava que a falta de energia elétrica fosse vitalícia.
A lua tornava cinza tudo e todos, eramos todos iguais e tristes. Andavamos quase imperceptíveis no meio das calçadas quebradas e sujas. Mas, por algum motivo desconhecido, quis não sair nunca daquele pequeno intervalo de tempo.
A energia voltou e a cidade toda também. A conversa sobre novas bandas alternativas foi interrompida, e voltemos à nosso estado padrão de preocupação exterior.
Cenário imanipulável, lembranças inapagáveis.








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